Clientes pioneiros, como a Amgen na descoberta de biologics via machine learning quântico, o BMW Group em modelagem de supercondutores de alta temperatura para veículos elétricos, o JPMorgan Chase em otimização de portfólios financeiros complexos, e o SoftBank Corp. em redes de telecomunicações quânticas, já demonstram impactos tangíveis. Disponível tanto via nuvem quanto on-premise, o Helios desbloqueia a Inteligência Artificial Quântica Generativa (GenQAI), gerando dados sintéticos quânticos para treinar modelos de IA em domínios como análise de big data, design de materiais avançados e criptografia pós-quântica. No entanto, essa precisão provoca debates intensos: com a capacidade de superar benchmarks clássicos em amostragem de circuitos randômicos – tarefas que levariam bilhões de anos em supercomputadores –, o Helios poderia quebrar algoritmos de encriptação atuais, ameaçando a segurança cibernética global. Além disso, a instalação planejada em Singapura para 2026, em colaboração com o National Quantum Office local, posiciona a Ásia como um hub quântico, potencialmente exacerbando tensões geopolíticas ao concentrar poder computacional em poucas nações ou corporações. A Quantinuum, que captou US$ 600 milhões em uma rodada liderada pela Honeywell, elevando sua valuation para US$ 10 bilhões, vislumbra sistemas tolerantes a falhas na década de 2030, mas o Helios já nos confronta com uma realidade: a computação quântica não é mais ficção, mas uma ferramenta que pode ampliar desigualdades, se não for democratizada. Quem controlará esses qubits que redefinem o insolúvel, e para quais fins? Essa acessibilidade via nuvem promete inclusão, mas esconde riscos éticos, como o uso indevido em simulações de armas biológicas ou financeiras manipuladoras.
