A China intensifica a corrida quântica com o lançamento do Tianyan-287 em novembro de 2025, um computador quântico supercondutor que alcança superioridade quântica de forma inequívoca. Construído pela China Telecom Quantum Group em parceria com a QuantumCTek no laboratório de Hefei, o sistema incorpora 105 qubits de dados e 182 acopladores baseados nos chips Zuchongzhi 3.0, resolvendo tarefas específicas – como amostragem de bosons gaussianos – 450 milhões de vezes mais rápido que o supercomputador clássico mais potente do mundo, o Frontier dos Estados Unidos. Integrado à plataforma de nuvem Tianyan, é o primeiro sistema chinês com supremacia quântica acessível globalmente, marcando a transição de pesquisas laboratoriais para aplicações comerciais em áreas como otimização logística, simulações químicas e quebra de criptografia. Totalmente desenvolvido com tecnologia doméstica, alinhado ao 14º Plano Quinquenal que prioriza a quântica como pilar estratégico, o Tianyan-287 projeta um mercado de computação quântica NISQ (Noisy Intermediate-Scale Quantum) avaliado em bilhões de yuans até 2027. Provocativamente, isso acirra tensões geopolíticas com os Estados Unidos: enquanto o Helios da Quantinuum enfatiza precisão empresarial, o Tianyan prioriza velocidade bruta, potencializando avanços em inteligência artificial militar ou simulações nucleares que desafiam hegemonias ocidentais. Como declarado por Zhang Xinfang, diretor do CTQG, “esse é o sistema mais forte em vantagem computacional quântica já criado”, mas levanta o espectro de uma “nova Guerra Fria tecnológica” – onde a inovação quântica fomenta divisão em vez de colaboração global.
